Foto do momento da filiação do Zaire Araújo da Costa, egresso do PDT. Ele se desfiliou do seu antigo partido por discordar da, provável, aliança do PDT com o PP, em Mostardas.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Em Mostardas a oposição se mexeu

No sábado, 24/9, na Pousada Pouso Alegre, em Mostardas, às 20 horas, ocorreu um encontro das lideranças do DEM, PDT, PMDB e PT, para uma conversa sobre as eleições de 2012, e o papel a ser representado pela oposição ao atual governo, PP, PTB e PSDB, no próximo pleito. O PMDB propôs a união de todos os partidos presentes numa coligação a ser fechada o mais rápido possível, independente de quem venha a ser o candidato a prefeito, o qual deverá ser escolhido através de uma futura pesquisa de opinião. O PDT disse que toma a decisão em dezembro após uma pesquisa, com a opção pelo melhor posicionado. O PT, por sua vez, afirma que só a união dos partidos presentes pode vencer o atual governo, que governa para a minoria. O Partido dos Trabalhadores prioriza um novo projeto para Mostardas, includente, pois o que existiu até agora foi apenas um projeto, que beneficia poucos, e a disputa de dois grupos antagônicos. As bases dos partidos participantes devem ser consultadas e devemos ter maturidade para enfrentar as situações inerentes a um pleito difícil como o que se avizinha. O DEM afirmou que se o grupo fechar o acordo ele só perde a eleição para ele mesmo, e ressaltou que a coligação já deveria estar firmada. Agendado novo encontro para o dia 16/10.
Foto: Vitorino "Milico" Mesquita
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O Estado como ...

A necessidade não é de menos Estado - como diz a direita e alguns setores do campo popular - mas de um Estado muito mais democrático, refundado em torno da esfera pública. Um Estado que incorpore o orçamento participativo, como forma de socialização da política e de incorporação da cidaddania nas decisões fundamentais do Estado.
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Emir Sader é cientista político.
Retirado da revista Caros Amigos 174, O Estado como Alavanca Estratégica, setembro de 2011, página 43.
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Emir Sader é cientista político.
Retirado da revista Caros Amigos 174, O Estado como Alavanca Estratégica, setembro de 2011, página 43.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Pátria Grande - América Latina

Pequeno trecho de um texto publicado no último número da revista Caros Amigos.
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Henry Kissinger deve estar se lamentando, em sua velhice carregada de más notícias, o fato de haver anunciado meio século atrás, na festiva celebração do golpe de Estado de 1964, que "aonde for o Brasil, irá a América Latina".
Muito caminho ainda tem por percorrer o gigante luso-brasileiro. Suas elites ainda não chacoalharam de cima a imponente lápide divisionista herdada da aliança entre a burguesia paulista e o imperialismo, por um lado, e as retrógradas classes dominantes do Nordeste açucareiro e os agressivos bandeirantes que, por largas décadas, consideraram a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai como meros clubes de caça, apêndices da "bomba aspirante impulsora" do triângulo São Paulo - Belo Horizonte - Rio de Janeiro. Essa mesma visão fazia da Argentina o grande inimigo a conter, e a unidade do antigo Vice-Reino do Rio da Prata um perigo a destruir. Era já hora de que esses mitos começassem a desvanecer.
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Néstor Gorojovsky, geógrafo e jornalista argentino Tradução de Micael Morassutti.
Retirado da revista Caros Amigos 174, Pátria Grande - América Latina, A Política Unificadora da Revolução Social dos Povos, setembro de 2011, página 41.
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Henry Kissinger deve estar se lamentando, em sua velhice carregada de más notícias, o fato de haver anunciado meio século atrás, na festiva celebração do golpe de Estado de 1964, que "aonde for o Brasil, irá a América Latina".
Muito caminho ainda tem por percorrer o gigante luso-brasileiro. Suas elites ainda não chacoalharam de cima a imponente lápide divisionista herdada da aliança entre a burguesia paulista e o imperialismo, por um lado, e as retrógradas classes dominantes do Nordeste açucareiro e os agressivos bandeirantes que, por largas décadas, consideraram a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai como meros clubes de caça, apêndices da "bomba aspirante impulsora" do triângulo São Paulo - Belo Horizonte - Rio de Janeiro. Essa mesma visão fazia da Argentina o grande inimigo a conter, e a unidade do antigo Vice-Reino do Rio da Prata um perigo a destruir. Era já hora de que esses mitos começassem a desvanecer.
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Néstor Gorojovsky, geógrafo e jornalista argentino Tradução de Micael Morassutti.
Retirado da revista Caros Amigos 174, Pátria Grande - América Latina, A Política Unificadora da Revolução Social dos Povos, setembro de 2011, página 41.
domingo, 18 de setembro de 2011
De Jobim a Amorim passando pela guerra do Paraguai

Advogado da missão civilizadora do capital estrangeiro, o doutor Nelson Jobim foi posto para correr. Ele deve ter sido indicado ministro da defesa em Wall Street, como alguns outros cipaios do governo Lula.
Dilma faxina a área e nomeia Amorim, um funcionário público que não mantém relações carnais com o capital internacional. Ele tem fama de ser nacionalista. Quando diretor da Embrafilme trocou correspondência com Glauber Rocha, que não embarcou na posição antimilitar das esquerdas, embora considerasse o golpe de 64 um grande infortúnio na história.
San Martin foi militar, Bolívar também, Artigas idem, Perón foi coronel, assim como Hugo Chávez.
Afinal, o golpe de 64 foi militar ou civil?
O Marechal Castelo Branco era amante espiritual de Roberto Campos, o tecnocrata entreguista, liberal e privatizador.
Se Golbery foi o artífice do subimperialismo, São Paulo depois do golpe de 64 é ianque-paulista. A disputa com a Argentina é ridícula, mas tem lógica no projeto balcanizador imperialista: quem é o melhor satélite dos Estados Unidos? Brasil ou Argentina?
Longe de mim afirmar que o verdadeiro amor de Amorim é o cinema de Glauber Rocha, mas alguma coisa ficou na retina do ministro.
A batalha de Guararapes contra o holandês que veio a fim de rapinar a nossa rapadura. A guerrilha através da qual o Exército brasileiro se formou, segundo Gondim da Fonseca. Guararapes norteou o anti-imperialismo do escritor Oswald de Andrade e despertou admiração patriótica de Leonel Brizola, para quem as Forças Armadas deveriam ajudar a fazer a reforma agrária. Aí sim o Exército seria a vanguarda armada do povo.
Infelizmente o Império brasileiro escravista maculou a imagem do Exército na guerra do Paraguai, aliando-se à burguesia comercial de Buenos Aires e Montevidéu, fazendo o jogo da pérfida Inglaterra.
O Brasil de Dom Pedro II foi subimperialista inglês na guerra do Paraguai, com o objetivo de destruir o capitalismo de Estado de Solano Lopes, no qual não havia latifúndio nem empréstimo estrangeiro.
O plano geopolítico do imperialismo britânico era balcanizar, ou seja, dividir os países da América do Sul. Aí está o sentido histórico da vexatória guerra do Paraguai, a qual será retomada com o golpe de 64. O Brasil torna-se subimperialista norte-americano na América Latina.
Com a unidade da "Pátria Grande" latino-americana, como dizia Jorge Abelardo Ramos, o imperialismo dos Estados Unidos não teria condições de se perpetuar.
A rivalidade com a argentina foi insuflada pelo sinistro general Golbery com a sua "barganha leal" com os EUA, a soldo das multinacionais, influenciado pela escola de Chicago de Milton Friedman, que derrubou Allende no Chile em 1973.
O titio Friedman inspirou também a privatização feagaceana internacional aplaudida de pé pelo doutor Jobim.
Gilberto Felisberto Vasconcelos, sociólogo, jornalista e escritor.
Retirado da revista Caros Amigos 174, setembro de 2011, página 08.
Dilma faxina a área e nomeia Amorim, um funcionário público que não mantém relações carnais com o capital internacional. Ele tem fama de ser nacionalista. Quando diretor da Embrafilme trocou correspondência com Glauber Rocha, que não embarcou na posição antimilitar das esquerdas, embora considerasse o golpe de 64 um grande infortúnio na história.
San Martin foi militar, Bolívar também, Artigas idem, Perón foi coronel, assim como Hugo Chávez.
Afinal, o golpe de 64 foi militar ou civil?
O Marechal Castelo Branco era amante espiritual de Roberto Campos, o tecnocrata entreguista, liberal e privatizador.
Se Golbery foi o artífice do subimperialismo, São Paulo depois do golpe de 64 é ianque-paulista. A disputa com a Argentina é ridícula, mas tem lógica no projeto balcanizador imperialista: quem é o melhor satélite dos Estados Unidos? Brasil ou Argentina?
Longe de mim afirmar que o verdadeiro amor de Amorim é o cinema de Glauber Rocha, mas alguma coisa ficou na retina do ministro.
A batalha de Guararapes contra o holandês que veio a fim de rapinar a nossa rapadura. A guerrilha através da qual o Exército brasileiro se formou, segundo Gondim da Fonseca. Guararapes norteou o anti-imperialismo do escritor Oswald de Andrade e despertou admiração patriótica de Leonel Brizola, para quem as Forças Armadas deveriam ajudar a fazer a reforma agrária. Aí sim o Exército seria a vanguarda armada do povo.
Infelizmente o Império brasileiro escravista maculou a imagem do Exército na guerra do Paraguai, aliando-se à burguesia comercial de Buenos Aires e Montevidéu, fazendo o jogo da pérfida Inglaterra.
O Brasil de Dom Pedro II foi subimperialista inglês na guerra do Paraguai, com o objetivo de destruir o capitalismo de Estado de Solano Lopes, no qual não havia latifúndio nem empréstimo estrangeiro.
O plano geopolítico do imperialismo britânico era balcanizar, ou seja, dividir os países da América do Sul. Aí está o sentido histórico da vexatória guerra do Paraguai, a qual será retomada com o golpe de 64. O Brasil torna-se subimperialista norte-americano na América Latina.
Com a unidade da "Pátria Grande" latino-americana, como dizia Jorge Abelardo Ramos, o imperialismo dos Estados Unidos não teria condições de se perpetuar.
A rivalidade com a argentina foi insuflada pelo sinistro general Golbery com a sua "barganha leal" com os EUA, a soldo das multinacionais, influenciado pela escola de Chicago de Milton Friedman, que derrubou Allende no Chile em 1973.
O titio Friedman inspirou também a privatização feagaceana internacional aplaudida de pé pelo doutor Jobim.
Gilberto Felisberto Vasconcelos, sociólogo, jornalista e escritor.
Retirado da revista Caros Amigos 174, setembro de 2011, página 08.
sábado, 17 de setembro de 2011
Sobre o tal de PIG ...

"Desconfio de quem presta para o PIG são os tucanos (FHC, Serra e Cia.), que venderam o Brasil, foram ao FMI três vezes com o pires na mão, além de oficializarem a política externa de subserviência". Davis Sena Filho, retirado do BLOG DA DILMA, aqui.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Sobre o convite de Fortunati ao PT

José Fortunati, prefeito, de Porto Alegre, e Romildo Bolzan, presidente do PDT estadual, estiveram na sede do PT de Porto Alegre para convidar o PT da capital a estar junto na reeleição do atual prefeito. Entregaram uma carta que continham algumas afirmações e destaco uma, em especial, da qual discordo totalmente: "os 16 anos de governo da Administração Popular tiveram continuidade na gestão Fogaça/Fortunati". Ops!
Estar no mesmo barco com uma administração que trata os municipários sem isonomia, com tratamento diferenciado para determinadas categorias de servidores, bastante para uns e pouco para muitos, é muito complicado. Por exemplo, na Saúde, apenas os médicos foram beneficiados. Em 20.06.2011 os vereadores de Porto Alegre aprovaram, por unanimidade, o Projeto de Lei da prefeitura que criou o cargo de especialista médico e a jornada de 20 horas semanais para a categoria. Vejam que a carga horária foi reduzida de 30 para 20 horas. O projeto, ainda, assegurou aumento retroativo a janeiro, com a incorporação do abono repassado à categoria, de R$ 500,00. Também será aplicado o reajuste de 8,16%, sendo 7% em 2011, obtido pelos municipários de todo o quadro. O percentual restante será pago em janeiro de 2012. O projeto teve tramitação de urgência e a proposta cria, ainda, a Gratificação de Incentivo Médico (GIM).
Por outro lado, após 11 dias de greve os servidores públicos da Secretaria Municipal de Saúde/Porto Alegre voltaram ao serviço de mãos abanando, a meu ver, com o rabo no meio das pernas. Não avançamos em nada, sem ganhar bulhufas nenhuma, apenas promessas, se, todavia, mas , contudo, etc. Dois pesos, duas medidas. Para uns poucos quase tudo, para a maioria quase nada, ou apenas merreca.
As 30h continuam a ser uma utopia num horizonte carregado, sujeito a chuvas e trovoadas, e ainda tivemos de aguentar a falácia sem propósito do Busatto, querendo se passar pelo que não é, haja ...
Para ler um pouco mais sobre a proposta do PDT/Porto Alegre clique aqui.
Foto: Tatiana Feldens/PT Poa
Estar no mesmo barco com uma administração que trata os municipários sem isonomia, com tratamento diferenciado para determinadas categorias de servidores, bastante para uns e pouco para muitos, é muito complicado. Por exemplo, na Saúde, apenas os médicos foram beneficiados. Em 20.06.2011 os vereadores de Porto Alegre aprovaram, por unanimidade, o Projeto de Lei da prefeitura que criou o cargo de especialista médico e a jornada de 20 horas semanais para a categoria. Vejam que a carga horária foi reduzida de 30 para 20 horas. O projeto, ainda, assegurou aumento retroativo a janeiro, com a incorporação do abono repassado à categoria, de R$ 500,00. Também será aplicado o reajuste de 8,16%, sendo 7% em 2011, obtido pelos municipários de todo o quadro. O percentual restante será pago em janeiro de 2012. O projeto teve tramitação de urgência e a proposta cria, ainda, a Gratificação de Incentivo Médico (GIM).
Por outro lado, após 11 dias de greve os servidores públicos da Secretaria Municipal de Saúde/Porto Alegre voltaram ao serviço de mãos abanando, a meu ver, com o rabo no meio das pernas. Não avançamos em nada, sem ganhar bulhufas nenhuma, apenas promessas, se, todavia, mas , contudo, etc. Dois pesos, duas medidas. Para uns poucos quase tudo, para a maioria quase nada, ou apenas merreca.
As 30h continuam a ser uma utopia num horizonte carregado, sujeito a chuvas e trovoadas, e ainda tivemos de aguentar a falácia sem propósito do Busatto, querendo se passar pelo que não é, haja ...
Para ler um pouco mais sobre a proposta do PDT/Porto Alegre clique aqui.
Foto: Tatiana Feldens/PT Poa
Sobre os desaparecidos políticos e a ...

... instauração da Comissão da Verdade.
Um parágrafo para reflexão!
"É o direito de mães, pais, filhos, amigos, saberem o que se passou com seus entes queridos. É tirá-los de uma angústia de mais de 30 anos, que em muitos casos os acompanhou até a morte, sem dar-lhes paz para aceitar a perda e o sofrimento. É limpar seus corações e permitir que as lágrimas, finalmente, limpem a dor."
Para ler mais clique aqui.
Um parágrafo para reflexão!
"É o direito de mães, pais, filhos, amigos, saberem o que se passou com seus entes queridos. É tirá-los de uma angústia de mais de 30 anos, que em muitos casos os acompanhou até a morte, sem dar-lhes paz para aceitar a perda e o sofrimento. É limpar seus corações e permitir que as lágrimas, finalmente, limpem a dor."
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domingo, 4 de setembro de 2011
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