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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Finalizando sobre a entrevista do Frei Betto


Sobre o processo eleitoral deste ano: Sou amigo dos quatro candidatos, da Dilma, da Marina, do Serra e do Plínio.
Com mais tendência para qual lado?
Quero muito que haja continuidade do governo Lula, essa é a minha posição.
Fonte: Entrevista do Frei Betto para a revista Caros amigos, julho de 2010.

Voltei! E retomo a entrevista do Frei Betto para Caros amigos


Sobre a pergunta referente ao conjunto de forças populares e a sua desconfiança com o PT.
Sim, agora, já foram criados outros instrumentos, como é o caso do Psol. E temo, como uma síndrome da ingenuidade esquerdista, temo o antipetismo. Creio que o PT, com todas as suas falhas, é um aliado de um projeto emancipatório do Brasil e, portanto, embora hoje eu tenha muita simpatia pelo PSol, como tenho por setores do PCdoB e do PSB e até do PSTU... não posso generalizar e dizer que todo o PT foi responsável pelo mensalão, todo o PT eswtá compactuado com as forças retógradas do PMDB. Veja a crise de Minas. A crise de Minas e a crise do Maranhão são sintomáticas, são duas crises que eu conheço a fundo. Então, isso mostra que ainda há luz no fim do túnel do PT.
Fonte: Entrevista do Frei Betto para a revista Caros amigos, julho de 2010.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ainda a entrevista do Frei Betto para Caros amigos

Sobre se ele acha que o PT ainda tem energia transformadora.
Acho que sim, existem muitas pessoas sérias e íntegras, ideologicamente consistentes dentro do PT. Mesmo alguns grupos organizados dentro do PT, que não são lamentavelmente os grupos hegemônicos, mas com condições, ao meu ver, de a médio prazo ganhar a luta interna. Então, até porque eu não sou favorável a essa multiplicidade de partidos de esquerda, isso acaba criando uma grande fragmentação e só favorece o fortalecimento da direita. Assim como eu vivo numa Igreja que é estruturalmente, histórica e tradicionalmente conservadora, às vezes repressora, mas é porque eu acredito que só dentro, só estando dentro de uma instituição é que a gente pode mudá-la. Eu também acho que o PT é vulnerável sim a uma mudança, e tomara que ela venha, para que ele volte a ser o partido que representa os setores mais oprimidos da nação e volte a ser o partido que se caracteriza pela sua ética e atividade política.
Fonte: Entrevista do Frei Betto para a revista Caros amigos 160, julho de 2010.

Da entrevista do Frei Betto para Caros amigos


Primeiro o dedo na moleira:
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Ao meu ver a CUT hoje representa muito mais o governo junto ao trabalhador do que os trabalhadores junto ao governo. E, por sua vez, o PT e um grupo hegemônico que o comanda trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder.
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A queda do muro de Berlim abalou e desmobilizou o que eu chamo de esquerda ideológica, retoricamente ideológica. Aquela que conhecia toda a obra de Marx, de Engels, de Lenin, de Trotski, de Mao Tse-Tung, de Guevara, mas não conhecia o povo. Foi um alívio o muro de Berlim cair para essa gente, porque hoje eles se tornaram burgueses sem culpa.
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Fonte: Entrevista do Frei Betto para a revista Caros amigos: "O Brasil se tornou o paraíso do capital especulativo", revista Caros amigos número 160, julho 2010.
Imagem: Capa do livro do Frei Betto: A Mosca Azul.

domingo, 4 de julho de 2010

Da coluna do Frei Betto na Caros amigos


No dia 30 de abril de 2010, o STF decretou a segunda morte de Vladimir Herzog ao absolver, por 7 votos a 2, os crimes hediondos cometidos pela ditadura militar brasileira ao longo de 21 anos.
Vladimir Herzog foi suicidado no dia 25 de outubro de 1975. Tinha 38 anos. Segundo versão do Exército, enforcou-se com o próprio cinto. Regras do DOI-CODI determinavam que nenhum prisioneiro podia ser recolhido à cela de posse de cinto, gravata e cadarço de sapatos.
Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco), entre outros livros.
Fonte: artigo de Frei Betto: HERZOG, o último diálogo, revista Caros amigos 159, junho 2010.