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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O PIG entre um golpe e outro


A ladainha dos jornalões e daquelas "revistas", digo, panfletos, sobre liberdade de manifestação, "autoritarismo e de ameaça à democracia", não tem razão de ser. A liberdade de imprensa é absoluta no país, a ponto de passar do limite do tolerável, nem elencarei as ofensas, o fato de imputar acusações, muitas vezes, sem provas e chegando, até, ao achincalhe da figura do presidente.
A referida imprensa valoriza o ato de alguns gatos pingados mas desconhece, esconde, os de milhares.
Eles, o PIG, a grande imprensa, sempre estiveram e apoiaram o golpe e a ditadura, ver aqui. Aliás, até hoje, tentam aplicar velhas receitas buscadas em bulas carcomidas.
Interessante, também, ler, aqui, o manifesto de juristas na defesa do Governo Lula. Mais ainda, observar a representação "gaúcha", não é por acaso que o governo Yeda foi um retrocesso no quesito liberdade.
Charge do Bessinha.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O discurso de Dilma no 4° Congresso do PT


Dilma: "Prefiro as vozes oposicionistas ao silêncio da ditadura". Ela citou Carlos Drummond de Andrade: "Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança", e Mário Quintana: "Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho"; em seu discurso no 4° Congresso do PT, hoje, sábado, em Brasília.
Fonte: ClicRBS
Foto: Ed Ferreira/AE
Na realidade o dito sobre as vozes oposicionistas foi assim: "Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições - ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas - ao silêncio das ditaduras".
Dilma iniciou o discurso assim: "Para quem teve a vida sempre marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é um dia extraordinário", para ler o discurso na íntegra, clique aqui; e encerrou: Vamos todos juntos à vitória. Viva o povo brasileiro!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Imprensa e direitos democráticos


A maior parte da imprensa brasileira apoiou a derrubada do governo constitucional de João Goulart e o golpe civil-militar de 1964. A maior parte, também, paulatinamente, na medida em que o movimento social aumentou a pressão, engrossou as fileiras do processo de abertura democrática, em defesa das liberdades de expressão, de manifestação, estudantil, sindical e partidária. Entre 1978 e 1985, vários veículos abriram espaço para as campanhas de anistia e das eleições diretas. A imprensa empresarial-burguesa atuou com força na Constituinte e na primeira campanha eleitoral para a Presidência da República após a ditadura. Por isso mesmo representa um grande retrocesso político-editorial entre os setores liberais e conservadores a reação ultradireitista contra o 3° Programa Nacional de Direitos Humanos. A nação precisa conhecer toda a verdade sobre a tortura, o assassinato e o desaparecimento dos perseguidos políticos da ditadura, assim como o Judiciário tem o dever de julgar os crimes de lesa-humanidade. O Brasil não pode seguir adiante, com dignidade, sem o completo esclarecimento daquele terrível período.
Fonte: ENTRELINHAS - A MÍDIA COMO ELA É, Hamilton Octavio de Souza, revista Caros amigos 155, fevereiro 2010