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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Engevix retoma estudo logístico


Da coluna da Denise Nunes (Heron Vidal/interino), no Correio do Povo de sábado, 19 de fevereiro de 2011:

Engevix retoma estudo logístico

Contratado pela Petrobras para produzir oito cascos de plataformas de exploração de petróleo e gás no Polo Naval, em Rio Grande, o grupo Engevix estuda reativar projeto abandonado há mais de duas décadas. Avalia a viabilidade de construir linha férrea entre Pelotas e Rio Grande. Não há prazos nem orçamentos. Mas a empresa quer reduzir dificuldades ligadas à mobilidade urbana. Quando as obras dos cascos se transformarem em rotina, o grupo atuará com mais de 20 mil trabalhadores. São empregos temporários diretos e indiretos. A questão é como deslocar, diariamente e com eficácia, esse contigente.

Aqui só quero fazer uma correção: o projeto não está "abandonado há mais de duas décadas", pois como mencionei na postagem anterior, no governo Olívio participei, em Caxias, de um seminário sobre trens regionais, mais precisamente, sobre os dois trechos selecionados no RS: Bento Gonçalves- Caxias do Sul e Pelotas-Rio Grande.

Mais tópicos da coluna sobre o assunto:

Aluguéis caros

A linha férrea está em análise porque uma parte dos trabalhadores da Engevix é de Rio Grande. Mas outra parte é da região e de outros estados e os altos preços dos aluguéis e diárias, em Rio Grande, começam a expulsar os contratados para cidades vizinhas.

Contingente

Dentro dos próximos dois anos, a Engevix calcula ter 8 mil trabalhadores de carteira assinada - outros 14,7 mil farão parte dos empregos indiretos. A linha férrea colaboraria para neutralizar efeitos da forte especulação imobiliária no salário dos trabalhadores.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Projeto do trem de passageiros Rio Grande-Pelotas


Vi a notícia sobre o projeto do trem de passageiros Rio Grande-Pelotas no ClicRBS/Rio Grande. Sobre uma reunião a ser realizada no Ministério dos Transportes e relata o interesse do grupo Engevix, responsável pela construção de oito cascos para plataformas de petróleo no dique seco, em Rio Grande, fato comunicado ao deputado Fernando Marroni (PT). Que a partir do interesse da Engevix, Marroni e o diretor-presidente do Trensurb, Marco Arildo, deverão se reunir com o ministro dos Transportes. O Trensurb iniciou os estudos do trem regional da Serra e deveria fazer o levantamento no trecho Pelotas-Rio Grande, porém os recursos para esta etapa acabaram não sendo liberados e é isso que, a partir de agora, será tratado junto ao Ministério dos Transportes, relatou Marroni.

Fonte: Roberto Witter, ClicRBS/Rio Grande
Leia mais aqui.


O assunto me interessou pois quando estive na Metroplan, no Governo Olívio, participei de um seminário sobre o trem regional Caxias do Sul-Bento Gonçalves, que aconteceu na cidade de Caxias do Sul, e contou com a presença do ex-deputado Valdomiro Lima, o qual fez um relato sobre a ligação Rio Grande-Pelotas. Tenho alguma coisa sobre o assunto guardada entre os meus "juntados".
Fui atrás de mais informações e achei o seguinte:


O visual futurista e imponente do trem-bala tem ofuscado um movimento que, com menos barulho, começa a ganhar força por todo o país. Depois de ter sido abandonado há mais de 40 anos, o transporte ferroviário de passageiros volta à cena, impulsionado, em boa parte, pelos projetos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

O Ministério dos Transportes reuniu na semana passada um grupo de empresários e representantes do setor para discutir o assunto. O governo tem uma listagem de obras prioritárias, que prevê a criação de de 14 trens regionais (tráfego feito dentro de um único estado). São percursos regulares, com saídas diárias. Essa relação-resultado de um pente-fino feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 64 trechos potenciais - é formada pela reativação de partes de estradas de ferro que não foram concedidas à iniciativa privada na década de 90 e que se encontram abandonadas.

Entre os projetos estão linhas como a de Campinas a Araraquara (São Paulo); Pelotas a Rio Grande (Rio Grande do Sul); Recife a Caruaru (Pernambuco); ...

"Os trechos entre Bento Gonçalves a Caxias do Sul (RS) e de Londrina a Maringá (PR) estão em fase avançada de estudos de viabilidade econômica", diz Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

A expectativa é quer mais projetos sejam viabilizados ainda neste ano. Além dos trens regionais de passageiros, há uma lista de de mais 15 projetos de VLTs (veículos leves sobre trilhos) no forno. O VLT é um equipamento com características de metrô, mas de média velocidade e com caoacidade reduzida. Enquanto uma linha de metrô carrega, em média, 60 mil passageiros por hora/sentido, um VLT, normalmente formado por dois vagões, transporta cerca de 30 mil no mesmo período.

Fonte: André Borges/Brasília, Valor Econômico - 14/02/2011
Leia na íntegra aqui.

Seminário Transporte Interurbano de Passageiros, veja aqui.