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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ainda no embalo do texto ...


... sobre ideologia do Luiz Roberto Lopes. Ele não tem data mas como me formei em 1995, o artigo deve ser anterior.
"... Hoje em dia, define-se um modo de pensar como ideológico a partir da realidade da organização social e dos valores que dela emergem como forma mental de lhe garantir a continuidade e lhe assegurar a legitimidade. Em outras palavras, ideologia é um conjunto articulado de crenças, argumentações e valores que penetram as mais variadas instituições e a cabeça das criaturas humanas, fazendo-as agirem num determinado sentido e convencendo-as de que, ao assim procederem, estão no caminho certo. A ideologia lida com categorias genéricas de modo a unificar artificialmente o corpo social, dividido em classes e interesses antagônicos, por força de sua própria organização. A ideologia visa ajustar o indivíduo às normas pré-fixadas pela sociedade, de modo a enquadrá-lo num contexto de valores que devem ser aceitos sem discussão. Seu objetivo é a coesão social, capaz de superar os fatores conflitivos e desagregadores decorrentes das contradições provocadas por um sistema de dominação."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O ânimo voltou e conforme o prometido ...


... vamos aos pitacos, iniciando pela revista Carta Capital 581.
Na coluna do Sócrates, Pênalti, li umas coisas que me fizeram lembrar de um texto dos tempos da Faculdade de História: "... Parecia alguém que nunca passara por um problema dessa grandeza, alguém continuadamente exposto à ideologia dominante de que o sucesso, o desenvolvimentismo e o empreendorismo são verdades inquestionáveis. Um claro exemplo da inquietação do homem atual que jamais se contenta com a simples satisfação dos seus desejos conscientes."
O texto lembrado: SOBRE UM TEMA CHAMADO IDEOLOGIA (LUIZ ROBERTO LOPEZ): "... Nestes tempos de ideologia burguesa, por exemplo, ensina-se que as pessoas naturalmente mais talentosas "sobem na vida", do que decorre que as diferenças sociais se tornam naturais, isto é, a competência - que é um dado verdadeiro no viver social, indubitavelmente - se transforma num instrumento de manipulação para generalizar uma explicação sobre o motivo há os ricos e os pobres, escamoteando-se a verdade, qual seja, que a apropriação do trabalho social é o verdadeiro fator das desigualdades. É típico da ideologia tomar o particular como regra geral e, desse modo, desviar a compreensão das pessoas, enfraquecendo o seu poder de lutar contra a ordem estabelecida. Existem certos indivíduos que efetivamente vieram "de baixo" e "subiram na vida". A partir daí, passa-se para as pessoas que o mesmo pode acontecer com todos. Resultado: ao invés de todos lutarem para um benefício comum, cada um trata de lutar individualmente, de maneira egoísta, em busca de um espaço, o que alimenta a competição desenfreada e, por tabela, escamoteia o quanto de exploração do trabalho social alicerçou a prosperidade dos que se aproveitaram dela."